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Virgílio Neto

BIO

Virgílio Neto, 1986, Brasília, DF, Brasil 
Vive e trabalha em Pirenópolis, GO, Brasil 

Sua obra, com composições fluidas e espontâneas, se desfaz do preciosismo de desenhos em manchas e garatujas que imprimem as marcas do corpo indisciplinado do artista, aberto à distração e ao tédio, bem como à eloquência e à repetição. Sua narrativa mistura sonhos, fábulas, memórias e o cotidiano, com referências que vão da cultura de massa aos cânones da arte. A escala ampliada dos trabalhos convida os espectadores a uma experiência que desorganiza o olhar, causando certa vertigem. O artista subverte, dessa forma, qualquer desejo pela ordem, lógica ou hierarquias. 

A partir do desenho, Virgílio Neto explora diferentes linguagens e suportes, como pintura, objetos e instalação. No centro de sua pesquisa está a ideia de paisagem, compreendida tanto em seu sentido literal quanto metafórico, articulando tensões entre figuração e abstração, ruído e silêncio, presença e vazio. 

Bacharel em Desenho Industrial pela Universidade de Brasília e mestre em Artes, na linha de Poéticas Contemporâneas, pela mesma universidade, o artista possui uma trajetória marcada por exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Entre suas individuais mais recentes estão “Pouco antes do ocidente se assombrar”, na Cerrado Galeria, em Goiânia (2025); “A Conversa Infinita”, no Espaço Filomena, Rosewood Hotel, em São Paulo (2025); “One Hundred Views of Shadows and Dreams”, na Site-A Gallery, em Yokohama, Japão (2024); e “Tudo que não invento é falso”, no Paço das Artes, em São Paulo (2019). 

Entre as exposições coletivas recentes destacam-se a 22ª Bienal VideoBrasil, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo (2023); “A Sombra dos Outros”, na Alfinete Galeria, em Brasília (2023); “Electric Dreams”, na Galeria Nara Roesler, no Rio de Janeiro (2021); “100 anos de Athos Bulcão”, no CCBB Brasília (2018); e “Quando nós estamos?”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (2017). Em 2026, participou de “Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília”, no Teatro Nacional, em Brasília. 

Sua trajetória inclui residências no The Banff Centre, no Canadá (2013); Instituto Sacatar, na Bahia (2016); Pivô Arte e Pesquisa, em São Paulo (2022); e Koganecho Art Management Center, em Yokohama, Japão (2024). Em 2012, recebeu o primeiro lugar no Prêmio EDP nas Artes, do Instituto Tomie Ohtake, além do Prêmio Aquisição no 17º Salão Anapolino de Arte. Foi indicado ao Prêmio PIPA em 2013 e 2014 e recebeu, em 2016, o Prêmio Transborda Brasília – Aquisição. É cofundador dos espaços Laje e BREU, tendo contribuído para a cena artística contemporânea de Brasília e São Paulo. 

OBRAS DO ARTISTA

O sonho de Goya, 2024

Acrílica, pastel e grafite sobre lona
155 x 122 cm

Sem título (Agora todos falam), 2023

Acrílica, nanquim, guache, grafite, pastel e colagem sobre papel

76x56 cm

Sem título (Keep Trying), 2024

Acrílica, nanquim, guache, grafite e pastel sobre papel
80 x 120 cm

Eletric Dreams II, 2021

Grafite, aquarela, lápis de cor e pastel sobre papel

140 x 200 cm

Exposição VideoBrasil - A Ilha é uma memória

Site-specifc para 22º edição da Bienal Sesc VídeoBrasil