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Raquel Nava

BIO

Raquel Nava, 1981, Brasília, DF, Brasil.

Vive e trabalha em Brasília, DF.

Utilizando taxidermia e restos biológicos de animais justapostos a materiais industrializados, Raquel Nava investiga o ciclo da matéria orgânica e inorgânica e suas relações com os desejos, os hábitos culturais e as formas de transformação da matéria. Sua produção articula questões relacionadas ao corpo, à natureza e aos processos de decomposição, apropriação e deslocamento.

Bacharel em Artes Visuais (2007) e mestre em Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília (UnB), onde atualmente cursa doutorado na linha de pesquisa Deslocamentos e espacialidades. Foi aluna da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires (UBA), em 2005, e professora temporária do Departamento de Artes Visuais da UnB entre 2021 e 2023.

Realizou exposições individuais em Brasília, Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Lima e Paris, entre elas Contaminada: polímeros canibais, na Referência Galeria de Arte (2024); Pequenas Mortes, no Espaço Resga, Goiânia (2024); Estomacal, na Alfinete Galeria (2023); Envenenada: profanações e polimorfismos tonais, no Museu Nacional da República (2022); e Suturas, na Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro (2017). Participou de importantes exposições coletivas, como Brasília: A Arte do Planalto, no Museu Nacional da República (2024); Casa Carioca, no Museu de Arte do Rio (2021); Aglomeração Antônio Henrique Amaral, no Instituto Tomie Ohtake (2020); Transborda Brasília, na Caixa Cultural Brasília (2018); e TRIO BIENAL, no Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro (2015).

Realizou residências artísticas na Fundação Boghossian, Bruxelas (2014), no projeto AFFECT – Program for Collaborative Artistic Practices, em Berlim (2014), e no espaço La Ira de Dios, em Buenos Aires (2015). Foi finalista do 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019), indicada ao Prêmio PIPA (2018) e recebeu o Prêmio de Arte Contemporânea Transborda Brasília, da Caixa Cultural (2018). Possui obras nos acervos do Museu Nacional da República, do Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás, da Casa da América Latina/UnB, do Palácio do Itamaraty, do Centro Cultural São Paulo e da Fundação Boghossian, em Bruxelas.

OBRAS DO ARTISTA

Xenophora, 2025

conchas, pedras, dentes, resina, latão e acrílico
41 x 90 x 90 cm

Jacaré com cárie #1, 2020

grafite, pastel seco e pastel oleoso sobre papel
46 x 56 cm

Sem título, da série Natureza-morta ultraprocessada, 2013

impressão fotográfica
sobre papel algodão
90 x 60 cm

Sem título, da série Natureza-morta ultraprocessada, 2023

impressão fotográfica sobre papel algodão
90 x 60 cm

Sem título, 2015

esmalte sintético, acrílica e colagem sobre tela
150 x 150 cm